Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/2573
Título: O conto literário: a memória da tradição
Autor: Duarte, Noélia de Lurdes Vieira
Orientador: Goulart, Rosa Maria Batista
Palavras-chave: Conto
Literatura Portuguesa (sécs. XIX-XX)
Data de Defesa: 15-Fev-2013
Citação: Duarte, Noélia de Lurdes Vieira – "O conto literário: a memória da tradição". Ponta Delgada : Universidade dos Açores, 2013: v, 303 p.. Tese de Doutoramento.
Resumo: "O objectivo central deste trabalho é o de estudar o conto como género que exibe traços característicos das formas literárias que estiveram na sua origem. Considerando que ele preserva, em todo o seu percurso, a memória da tradição, partiu-se da observação das particularidades do mito e do conto da literatura de expressão oral, identificado como uma aprendizagem transmitida de geração em geração, demonstrando de que modo e por que razão esta herança ancestral foi mantida ao longo dos tempos, auxiliando na constituição do que aqui será denominado modelo pedagógico do conto literário. Nesta mesma formação participa também a tradição literária do exemplum. Esta questão histórico-literária remete para o modo como o moralismo cristão, muito influente em Portugal durante a Idade Média e Renascimento, contribuiu para que a função socializadora da forma oral e o princípio moral se sobrepusessem ao exercício do puro prazer estético, com o qual está também relacionado o desenvolvimento da forma literária do conto. Como tal, o procedimento seguido consistiu em seleccionar momentos significativos ou grandes linhas evolutivas que testemunhassem a manutenção dessa memória ao longo dos tempos. Neste caso, a abordagem panorâmica foi imposta pelas circunstâncias histórico-literárias observadas, que obrigaram a um recuo temporal significativo. A organização dos capítulos, obedecendo a uma perspectiva diacrónica, também ela relacionada com estes factores, foi ditada pela avaliação da importância que certos autores-charneira, como Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Manuel da Fonseca, e certos autores transicionais, como Rodrigo Paganino e Álvaro do Carvalhal, entre outros não identificados de modo destacado, mas cujo papel é considerado, tiveram ora na subsistência da memória da tradição ora no redireccionamento do conto para outra fase evolutiva, que não se compreende sem a sua qualidade de monumento comemorativo do passado. […]" (da Introdução).
Descrição: Tese de Doutoramento em Estudos Literários (Literatura Portuguesa).
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/2573
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