Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/1129
Título: Os ditongos decrescentes numa perspectiva fonológica
Outros títulos: Heavy diphthongs: a phonological view
Autor: Miguel, Maria Augusta Cavaco
Palavras-chave: Diphthong
Heavy Diphthong
Syllabic Structure
Portuguese Phonology
Ditongo
Ditongo Decrescente
Estrutura Silábica
Fonologia Portuguesa
Data: Set-1994
Editora: Associação Portuguesa de Linguística
Citação: Miguel, M.A.C. (1993). Heavy diphthongs: a phonological view. In "Actas do Workshop sobre Fonologia, Coimbra: Associação Portuguesa de Linguística, 1994". Associação Portuguesa de Linguística, Lisboa, p. 105-114.
Resumo: De um modo geral, as gramáticas do português definem o ditongo como "o encontro de uma vogal com uma semivogal", independentemente da ordem em que estes sons se combinam, sendo que quando a vogal precede a semivogal, o ditongo toma a designação de decrescente. Esta concepção tradicional de ditongo não impõe qualquer restrição no tipo de vogais que se podem combinar nestes encontros vocálicos, variando o número de ditongos do português consoante a gramática. Com esta abrangente definição, tanto podem ser considerados ditongos decrescentes as combinações de vogal e de semivogal das palavras bairro e pausa, como as das palavras cereja e saudade, por exemplo. Em contrapartida, em palavras como couro e coro tem-se questionado a existência de ditongos, uma vez que o mesmo deixa de ser perceptível, ouvindo-se apenas a vogal [o] em ambas as palavras. Transpondo o problema para o âmbito da fonologia, facilmente observamos que nem todas as sequências de vogal e semivogal se comportam do mesmo modo em posição átona, sendo este um indicador de que os sons estão a estabelecer relações de regência diferentes, na cadeia silábica. Através deste mecanismo, iremos demonstrar que se podem identificar com segurança as combinações que podem ser tidas como ditongos decrescentes na fonologia portuguesa.
ABSTRACT: Grammarians have generally agreed that the union of a vowel and a semivowel is what defines a diphthong. Portuguese grammars assert the existence of two kinds of diphthongs, light and heavy diphthongs, although the number and the variety of such diphthongs have always been subject to some controversy. Actually, grammarians have also noticed that in some circumstances, when two segments appear side by side, it is not easy to decide if they are pronounced in separate syllables or if it is possible to group them together in a single syllable. The perception of a vowel or of a vowel and a semivowel in the speech chain cannot help us to decide what kind of phonological representation these segments should be given. The Portuguese [o] is a clear example of this. Both the diphthong [ow] and the single vowel [o] surface phonetically as [o]. However, there is phonological evidence that these two are separate entities. On the opposite side, the diphthongs [ej] and [j], even though on the surface they appear to be different, they can emerge from the same phonological entity. This paper is intended to shed some light on the problem of vowel and semivowel combination from a phonological point of view.
Descrição: Proceedings of the Workshop on Phonology, Coimbra, 27-28 Setembro 1993.
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/1129
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