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Título: Supressão e fusão de sons na língua falada.
Autor: Miguel, Maria Augusta Cavaco
Palavras-chave: Fusão de Sons
Norma Culta
Percepção da Fala
Supressão de Sons
Data: Set-2005
Editora: Associação Portuguesa de Linguística
Citação: Miguel, M.A.C. (2004). Supressão e fusão de sons na língua falada. In: "Actas do XX Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Linguística, Lisboa, 2005". Associação Portuguesa de Linguística, Lisboa, p. 313-322.
Resumo: A língua falada apresenta padrões de supressões e de fusões de sons, sobretudo de vogais, que podem ser registados no discurso dos falantes da norma culta portuguesa, nos seus diversos registos. Esses padrões atravessam todas as zonas dialectais portuguesas, constituindo assim aquilo que marca e que distingue a fala do Português europeu. As supressões vocálicas estão de tal forma interiorizada na fala dos portugueses, que soa mais estranho ouvir palavras como visibilidade ou distrito pronunciadas com todos os iis dos que as mesmas palavras pronunciadas "vziblidad" e "destrito". A justificação é que estas supressões obedecem a regras gramaticais, que todos os portugueses conhecem. Tanto assim que intuitivamente reconhecemos que algumas supressões ocasionais são erro. Também é mais natural ouvir, daqueles que consideramos modelos sociais e modelos de escolaridade, enunciados como, por exemplo, "Vou ao Porto" ou "Vou para a avenida", pronunciados "vou ó porto", "vou právenida", com as respectivas amálgamas vocálicas. Mas esta habituação nas supressões e nas fusões vocálicas, embora tacitamente aceite por aqueles que se expressam com correcção, não parece ser reconhecida pelos próprios já que, quando confrontados com determinadas formas de uso espontâneo na fala, têm dificuldade em reconhecer o seu uso. Ensaios levados a cabo com estudantes universitários têm demonstrado que as formas gráficas constituem uma referência indiscutível. Por exemplo, se lhes perguntarmos qual o número das vogais portuguesas, dirão com toda a franqueza que são cinco – as que se usam na escrita –, embora reconheçam o valor distintivo de um número superior de segmentos, quando confrontados com exemplos. Com a mesma segurança, são capazes de afirmar que a primeira vogal da palavra equilíbrio é um /e/ e não um /i/. Estes resultados indicam que há uma distância entre aquilo que efectivamente pronunciamos e aquilo que julgamos pronunciar. A demonstração que aqui se leva a cabo é a de que a pronúncia, os sons, no Português europeu, está sujeita a regras fonológicas desta variedade e que a mesma constitui a norma culta portuguesa.
Descrição: XX Encontro da Associação Portuguesa de Linguística, Lisboa, 13-15 de Outubro de 2004.
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/1108
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