Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.3/1085
Título: O arquivo dos Canto e Castro: documentos, informação e história de uma família açoriana dos séculos XVI a XIX
Autor: Gregório, Rute Dias
Palavras-chave: Canto e Castro
Arquivo de Família
Acesso à Informação
Organização de Fundos
Açores
Data: 30-Out-2010
Resumo: O que se poderá designar por Cartório dos Canto e Castro é composto por um apreciável conjunto documental relativo às 1ª e 2ª linha de descendentes de Pero Anes do Canto (c. 1473-1556), vimaranense e povoador de 3ª vaga da ilha Terceira (Açores). As histórias administrativa/familiar e custodial/arquivística da documentação em parte acham-se reconstruídas por estudo da autora datado de 2000. O resgate in extremis dos documentos em 1888 e a integração, por verbas testamentárias e após 21 de Agosto de 1900, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada - Fundo Ernesto do Canto foram contingências determinantes para a actual conservação e uso. O instrumento de acesso ao acervo, disponível ao público, grosso modo numera as respectivas unidades de instalação (liv. e mç), reconhecendo-se ali alguma numeração sequencial dos conjuntos documentais pertencentes às que poderão ser tomadas por secções do fundo. Esta organização inadvertidamente dispersa o dito Cartório em seis unidades: Casa de Miguel Canto e Castro, ilha Terceira ou Manuscritos da Casa Miguel Canto e Castro (nºs 3 a 19), Tombo das escrituras de compras e cartas de sesmaria por Pedro Anes do Canto (nº 20), Colecção de papeis originais por Pedro Anes do Canto e António Pires do Canto (nº 20A), Documentos relativos às ilhas do Faial, S. Miguel e Terceira (nº 22), Provedores das Armadas da Terceira (nº 78) e ainda por alguns documentos nos maços da chamada Colecção de documentos originais (nºs 84 a 109). Por ter sido desrespeitado o princípio de proveniência e da organização original do fundo em presença, hoje torna-se imperativo reconstituir intelectualmente a organização e composição deste cartório, bem como proceder à respectiva publicitação. A importância social dos Canto (depois Canto e Castro) desde os inícios do século XVI até ao século XIX, o testemunho exemplar das estratégias de afirmação social e patrimonial da família, o exercício exclusivo do cargo de Provedores das Armadas pelos seus membros, a riqueza do acervo composto por documentos que remontam ao século XV e que não se cingem à geografia do arquipélago, continuam a ser razões suficientes para se dar continuidade aos estudos multidisciplinares sobre este arquivo, em prol do conhecimento e da salvaguarda das potencialidades dos fundos arquivísticos de família, portugueses e de além-mar.
Descrição: Comunicação apresentada ao Colóquio Internacional: Arquivos de família, séculos XIII-XIX: que futuro? Lisboa, 29 e 30 de Outubro de 2010. Organização: Instituto de Estudos Medievais, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Direcção-Geral de Arquivos (DGARQ). Texto em desenvolvimento para publicação em suporte de papel, a cargo da organização.
URI: http://hdl.handle.net/10400.3/1085
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